De 16 a 22 de novembro, Viana do Castelo assinala o Dia Nacional do Mar com a XII Semana do Mar. Uma programação de oficinas, apresentações, leitura encenada e música, para o público em geral e para as escolas.
Em "Memória do Oceano", o compositor e intérprete musical Hachè Costa apresenta um concerto minimalista para piano como reflexão sobre os danos que a humanidade inflige aos mares e oceanos. Mas, longe de oferecer uma perspetiva negativa, o concerto propõe uma releitura da música folclórica (celta, flamenca e castelhana) como forma de recordar: de recordar “a beleza que um povo pode guardar no seu passado e, portanto, o amor que poderia redescobrir pela vida, pela natureza e pelos outros seres humanos em tempos em que o discurso público parece estar a endurecer perigosamente”.
Hachè Costa, conhecido pelo seu trabalho como orquestrador em longas-metragens como " Campeões" e "Camino", de Javier Fesser, pela sua reorquestração de "As Quatro Estações", de Antonio Vivaldi ("Changin' Vivaldi"), e pelas suas inúmeras colaborações com universidades e museus de arte contemporânea a nível internacional, apresenta um concerto a solo, do qual resultou também um novo álbum completo cujo primeiro single foi masterizado nos conceituados Abbey Road Studios.
LONDRES: “Música que compreende o poder do espaço negativo, onde o silêncio funciona tão activamente como o som (...), evoca a precisão cerimonial de compositores como Arvo Pärt ou Max Richter, enquanto (...) mantém as suas raízes na Península Ibérica.” https://indiedockmusicblog.co.uk/?p=33867
MADRID –: “Esta ‘Memória do Oceano’ é também uma memória da nossa música tradicional, que é celebrada e reinventada numa perspetiva contemporânea, sem a forçar ou ‘plastificar’.” https://scherzo.es/hache-costa-conciencia-musical-contra-el-cambio-climatico/
PARIS : “Não evoca apenas o mar: convoca-o (...), cada nota parece carregada como um gesto ritual.” https://extravafrench.com/2025/12/19/hache-costa-nous-plonge-dans-latlantique/https://extravafrench.com/2025/12/19/hache-costa-nous-plonge-dans-latlantique/
LOS ANGELES (CALIFÓRNIA): “Uma das vozes mais distintas da composição europeia contemporânea, uma artista cuja carreira foi forjada por um compromisso inabalável com a criação interdisciplinar e a profundidade narrativa.” https://dulaxi.com/hache-costa-latlantique-single-review-a-cinematic-ocean-elegy-where-memory-climate-consciousness-and-sound-converge/
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Compositor e intérprete nascido em A Coruña, em 1980, conhecido por HACHÈ COSTA ou BORJA COSTA. No âmbito da música contemporânea, a sua reorquestração de "As Quatro Estações", de Antonio Vivaldi, atraiu uma atenção internacional invulgar através da agência Reuters em 2023, resultando numa presença massiva da obra nos media. No mesmo ano, foi contemplado com o apoio do Instituto Nacional de Artes Cénicas e da Música de Espanha (INAEM), o que possibilitou a estreia e o lançamento fonográfico da obra “Objeto Sonoro”, e foi posteriormente convidado pela Orquestra Nacional de Andorra (ONCA) para realizar um concerto para guitarra focado na reinvenção do folclore dos Pirenéus. Também contemplado em 2024 com o apoio do INAEM para compor a partitura “Surrealismo 100: Homenagem a Jacques Lacan”, COSTA recebeu o prémio Miami GUITArt Composition Prize da Universidade da Flórida, foi selecionado pela Universidade Estadual do Paraná como compositor residente do projeto Música Nova e atuou como representante espanhol no projeto Erasmus "Music for Peace", entre muitas outras iniciativas no meio académico.
Colaborador frequente como engenheiro de som em projetos de acessibilidade audiovisual para entidades como o Teatro Real e a Fundação ONCE, o seu interesse pela investigação das relações multidisciplinares levou-o a realizar estreias como “Música para um Uivo” em colaboração com os escritores Manuel Rivas e Xoán Abeleira. No âmbito da música para cinema, destacam-se títulos como “RTVE: Josep Plá”, “A viagem de Carla” e “Rafael Azcona”, para além de trabalhos reconhecidos como a orquestração da banda sonora das longas-metragens “Campeões” (3 Prémios Goya 2018) e “Camino” (7 Prémios Goya 2008), de Javier Fesser. No âmbito da música minimalista, os seus trabalhos discográficos mais recentes — “CONCERTO ELETTRICO: Memória do Oceano” e “Atlântico Mínimo”, realizados em colaboração com a Orquestra Filarmónica de Braga (OFB) — receberam o reconhecimento da crítica internacional. Como guitarrista e pianista, continua atualmente a apresentar as suas próprias obras “Memória do Oceano” e “Homenagem a F. G. Lorca” numa turnê internacional pelas Américas e pela Europa até ao final de 2027, enquanto prepara uma nova colaboração com a Orquestra Filarmónica de Braga, e o seu diretor, o maestro Filipe Cunha, para o outono de 2026.
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Calendarização: 22 de novembro de 2026
Horário: 16h00
Público alvo: público geral
Dinamizado por: HACHÈ COSTA